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REVISTA FORMAS & MEIOS
Desde: 03/02/2005      Publicadas: 754      Atualização: 31/10/2005

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 CONTANDO HISTÓRIAS

  06/05/2005
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COLISEU: A ARENA SANGRENTA

A estrutura do Coliseu continua sendo uma das mais importantes do mundo, com uma história à altura, embora para a maioria essa história seja obscurecida por inverdades. Até recentemente a palavra "Coliseu" jamais tinha sido ou vida. A palavra Coliseu evocava uma arena poeirenta e turbulenta, onde leões devoravam pacíficos cristãos enquanto Nero se reclinava em pétalas de rosas com seu polegar para baixo decretando a morte. Este é um dos equívocos na história do Coliseu, não era bem assim. Primeiro, Nero nunca ouviu se quer falar no Coliseu. A pedra fundamental só foi lançada 4 anos depois de sua morte. Segundo poucos, eruditos acreditam que um só cristão tenha sido ali martirizado. Terceiro, nem gladiadores, nem cristãos e muito menos imperadores falavam em "Coliseu". Para eles era o Anfiteatro Flávio. O nome Coliseu só lhe foi atribuído no século VIII.
O Anfiteatro Flávio foi construído pelo Imperador Vespasiano, que pertencia à família dos Flávios. Os motivos que teve para construir o maior Anfiteatro do império romano foram tão substanciais quanto a construção: poderia ser levantado sem grandes despesas por prisioneiros de guerra . Um único obstáculo insuperável tinha de ser enfrentado, Nero fizera um lago no local, a apenas algumas centenas de metros do Forum. Os engenheiros de Vespasiano conseguiram drená-lo, mas o chão continuou pantanoso, e como eles conseguiram fazê-lo suportar tanto peso dá a medida da sua capacidade profissional. Vejamos as proporções do Coliseu. O eixo mais longo é de 189 metros, e o mais curto mede 156,50 metros, a altura é de 49 metros e tem quatro andares sem contar os porões e subporões. E era tudo de sólida alvenaria. A estrutura externa e os corredores principais eram de pedra. O interior era em parte de pedra e em parte de concreto, com revestimento de tijolos. Os lugares, em número de 50.000, eram de mármore e pedra. Pouca madeira foi usada, embora o chão da arena fosse feito de tábuas para comportar os alçapões.


COLISEU: A ARENA SANGRENTA
ARENA DA MORTE

Os 80 arcos do andar térreo eram as entradas. Dois deles nas extremidades do eixo mais curto , eram vedados ao público. Cada um levava a um bloco especial de cadeiras - um para o imperador e seu séquito e o outro, defronte, para os embaixadores e visitantes ilustres. O resto dos lugares de primeira fila era para os senadores, pontífices e outras autoridades. Atrás ficava uma bancada de 24 filas para cavalheiros e tribunos, depois uma bancada de 16 filas para plebeus, uma de 10 filas para soldados e, no alto, uma para mulheres. Vespasiano não viveu para fazer a entrega do seu presente. As obras começaram no ano 72 da era cristã, mas nos sete anos decorridos daí até a sua morte os muros ergueram-se apenas até o terceiro andar. Seu filho e sucessor, o cruel Tito, convidou o público para as cerimônias de inauguração. Os seus "jogos", na expressão cínica da época, começaram com feras contra feras: urso contra búfalo, búfalo contra elefante, elefante contra rinoceronte. Depois, homem contra fera e, então, homem contra homem. Assim aconteceu repetidamente, de manhã à noite, durante 100 dias. No fim, Tito chorou - não se sabe se foi de exaustão, de desgosto ou por um pressentimento da morte, que ocorreu daí a um ano apenas.
QUE ESPETÁCULO DEVE TER SIDO
O imperador trajando vestes magníficas, os diplomatas com trajes de seu país, os senadores com togas e sandálias ornamentadas. E acima deles o populus romanus, bancadas sobre bancadas. No ano 404 da era cristã, um monge chamado Telêmaco, horrorizado pulou dentro da arena e tentou separar dois duelistas. O pretor que presidia aos jogos fêz-lhes sinal para que o matassem e eles obedeceram. Mais horrorizado ficou o Imperador Honório que aboliu os duelos permanentemente. Entretanto, durante um século ainda, animais sem conta continuaram a ter morte no Coliseu. Os espectadores se tornaram tão ávidos de sangue que se ofereciam aos montes das arquibancadas para participar. Antes que toda essa carnificina terminasse, em 523, o dano era irreparável. O império dizimara para sempre uma parte considerável de sua principal fauna - os elefantes da África do Norte, os hipopótamos da Núbia, os leões da Mesopotâmia. Esses milhares de vítimas, homens e feras tinham clamado por vingança desde o tempo de Tito e foram finalmente atendidos. Em 422 um terremoto rachou os muros do Coliseu; depois, outro derrubou dois lanços inteiros de arcadas. Novos tremores em 1231 e 1255 desmoronaram muros. Parte da ruína se tornou uma pedreira pública. Parte da pedra foi queimada para fazer cal, parte foi empregada em construção. O Coliseu foi usado então como arena de touradas, depois como mercado, depósito de salitre e capela de missas negras. O século XX acelerou o declínio e as autoridades civis de Roma por muito tempo o esqueceram. Os primeiros gladiadores eram recrutados na sua maioria entre escravos, prisioneiros de guerra e criminosos condenados, embora alguns fossem libertos que procuravam fortuna, falidos que tentavam reabilitar-se ou homens de boa família que lutavam pela emoção. Os três primeiros pares de gladiadores da história romana foram contratados pelos irmãos Brutus no ano 264 a.C. como número secundário das cerimônias fúnebres em honra do pai deles. Tito Flamínio contratou 37 pares para honrar a morte de seu pai; Júlio César contratou 300 pares; O Imperador Trajano, 5.000.

[ Francisco Martins ]











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