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REVISTA FORMAS & MEIOS
Desde: 03/02/2005      Publicadas: 754      Atualização: 31/10/2005

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 CONTANDO HISTÓRIAS

  23/05/2005
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MULHERES e ruas

Mini - Biografias de mulheres que lutaram por uma vida melhor. Aqui figuram como nomes de ruas de SP, por sígno, veja.


Janeiro:

Avenida Anália Franco, Tatuapé- escritora, professora e jornalista, nasceu em Resende em primeiro de fevereiro de 1856. Colaborou em jornais literários e na imprensa feminista. Em 1901, criou a Associação Feminina Beneficiente e Instrutiva de São Paulo. Lutou contra a miséria e para erradicar o analfabetismo, tendo sido pioneira na criação de creches no Brasil, para filhos e filhas de mães que trabalhavam fora, 1901. Em 1906, comprou uma fazenda na Móoca onde fundou uma colônia para mulheres. Dessa iniciativa surgiram uma orquestra e a casa de solidariedade. Morreu em 20 de janeiro de 1919.

Fevereiro:

Rua Anita Malfati - na Casa Verde, uma das mais importante artistas plásticas brasileiras, nasceu dia 2 de dezembro de 1889, na cidade de São Paulo. Iniciou seus estudos artísticos com a mãe e continuou-os na Academia Real de Berlim, na Alemanha , e no Art Students League e na Independent Schoolof Arts, em Nova Iorque. Em 1917 realizou exposição de pintura moderna - onde Anita fora atacada por Monteiro Lobato, porém, defendida por Oswald de Andrade, Menotti Del Pichia e outros. Foi participante histórica da semana de arte moderna de fevereiro de 22. Morreu em São Paulo , em 6 de dezembro de 1963.

Março:

Rua Patrícia Galvão, a pagu - em Itaquera . Jornalista, escritora e ativista política, nasceu em São João da Boa Vista, SP, em 1910. Começou como jornalista aos 15 anos, colaborando com o Jornal do Brás. Aos 18 anos participava do movimento modernista e em seguida do movimento antropofágico, ao lado de Oswald de Andrade, que depois tornou-se seu companheiro. Militante política no Partido Comunista Brasileiro, de onde fora expulsa, fundou junto com seu marido o jornal "O Homem do Povo "que , por proibição política durou só dois anos. Escreveu o romance "Parque Industrial " onde criticava a sociedade paulistana e dava novas visões para mulheres. Faleceu em dezembro de 1962.

Abril:

Rua Bartira , Perdizes- Índia Tupiniquim , viveu no século XVI. Era filha do cacique Tibiriçá, da região de São Vicente. Foi batizada como Isabel Dias. Em 1515, casou-se com João Ramalho, fundador de Santo André , e tiveram muitos filhos. Bartira é denominada por vários estudiosos como a" mãe do povo brasileiro ".

Maio -
Trabalhadoras: Ernestina Lesina, Maria Lopes, Teresa Carini e Teresa Fabri, todas nomes de rua em Cidade Tiradentes - zona leste . Ernestina Lesina, anarquista e dedicada à defesa das mulheres operárias do começo do século. Foi uma das fundadoras do jornal operário Anima Vita. Foi brilhante oradora, e defendia a emancipação da mulher. - Maria Lopes, teve grande importância nas lutas dos trabalhadores. Assinou, em 1906, junto a outras ativistas anarquistas, como Teresa Carini e Teresa Fabri um manifesto às Trabalhadoras de São Paulo, publicado no jornal anarquista A Terra Livre onde denunciava e convocava as costureiras a denunciarem as degradantes condições de vida: jornadas longas e baixos salários.

Junho:
Rua Veridiana da Silva Prado- Higienópolis. Inconformista e incentivadora do desenvolvimento cultural, artístico e político, nasceu em 1825 em São Paulo. Casou-se aos 13 anos, com um meio irmão do pai por imposição da família. Viveu em fazenda da família até 1848, quando transferiu-se para a capital. Chocou a sociedade quando resolveu separar-se e assumir a chefia da família. Viveu em Paris e, em 1884, voltando para São Paulo mudou-se para o palacete, que ficou famoso como Chácara Dona Veridiana. A Chácara tornou-se ponto de encontro de intelectuais , artistas, políticos e cientistas, sediando reuniões sociais e culturais.

MULHERES e ruasJulho -

Praça Pérola Byington, centro. Nasceu em 1879, em Santa Bárbara, SP, descendente de imigrantes norte-americanos. Em 1930, com a sanitarista Maria Antonieta de Castro, fundou a Cruzada Pro- Infância, voltada ao combate da mortalidade infantil. Lutou pela institucionalização do Dia e da Semana da criança, não pelos motivos comerciais , mas para chamar a atenção sobre os problemas da infância. Desde 1933 defendia a importância da educação sexual. Foi a primeira a defender a divulgação das causas da mortalidade do parto e pós-parto. O Hospital criado pela cruzada Pró-Infância, é hoje administrado pelo Estado e tornou-se referência no atendimento à saúde das mulheres e particularmente das que são vítimas de violência.

Agosto-

Rua Margarida Maria Alves, Vila Matilde. Trabalhadora rural e sindicalista, nasceu em 1933, na Paraíba. Destacou-se na luta dos trabalahdores rurais do brejo paraibano por direitos trabalhistas, como carteira assinada, jornada de oito horas , férias e repouso remunerado. Era presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, região canavieira da Paraíba, tendo sido assassinada por um pistoleiro a mando de latifundiários em 12 de agosto de 1983.

Setembro :

Rua Olga Benário, Brasilândia . Militante comunista alemã, nasceu em Munique, em 1908. Aos 15 anos aderiu a Juventude Comunista tornando-se ativista do movimento comunista internacional. Por várias vêzes foi presa em seu país. Ao se refugiar em Moscou, conheceu o líder comunista Luís Carlos Prestes - PCB. Em 1934, veio para o Brasil com Prestes. Em 1935 o governo brasileiro deportou-na para Alemanha , sendo entregue aos Nazistas. Em 1936, na prisão teve uma filha Anita Leocádia. Olga foi assassinada em 1942 em campos de concentração.

Outubro:

Rua Dina Sfat, Jardim Míriam. Atriz, nasceu em 28 de outubro 1938, em São Paulo. Estreou em 1961 , na peça Os fuzis da senhora Carrar, de Bertold Brecht . Em 1966 começou atuar na televisão brasileira com a novela Ciúme, na TV Tupi. Trabalhou ainda em novelas da TV Recorde e Excelsior. Recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais por atuação no cinema. Pousou para a capa da Revista Isto É com cartaz em defesa da descriminalização do aborto. Teve câncer de mama e continuou trabalhar até sua morte , em março de 1989.

Novembro-

Rua Carolina Maria de Jesus, Sapopemba. Escritora, nasceu em 1914 , na cidade de Sacramento -MG. Era descendente de escravos, trabalhava na lavoura com a mãe. Em 1947 mudou-se para São Paulo, onde trabalhou como empregada doméstica, auxiliar de enfermagem e artista de circo. Desempregada, foi morar na favela do Canindé, onde sustentava -se com o que tirava do lixo. Em 1958, foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, do jornal Folha da Noite, que publicou trechos de seu diário no jornal. O livro " Quarto de despejo " vendeu 90 mil exemplares e foi traduzido em 29 idiomas. Morreu em 13 de fevereiro de 1977, em São Paulo, deixando 15 livros escritos.

Dezembro :

Rua Sônia Maria Lopes Moraes Angel Jones - Chácara das Corujas, zona sul. Nasceu em novembro de 1946 , no interior do Rio Grande do Sul, lutou contra a ditadura militar no país quando estudante universitária e professora. Foi presa em 1969, depois solta passou a viver na clandestinidade e exilou-se na França. Voltou ao Brasil , para participar da luta de resistência à ditadura, depois que seu companheiro Stuart Angel Jones, foi preso, torturado e assassinado. Militante da ALN [ Ação Libertadora Nacional] , foi assassinada em 1973, aos 27 anos, em São Paulo. Os militares informaram que foi morta em combate. Na verdade , fora capturada e torturada barbaramente até a morte pelos órgãos da repressão. Sônia foi enterrada como indigente no cemitério de Perus. Sobre essa história foi realizado o vídeo Sônia morta e viva, de Sérgio Weismann.
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