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REVISTA FORMAS & MEIOS
Desde: 03/02/2005      Publicadas: 754      Atualização: 31/10/2005

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 CONTANDO HISTÓRIAS

  03/03/2005
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TEATRO MUNICIPAL - SÃO PAULO

Desde 1895, havia o desejo de construir um teatro oficial para São Paulo. A primeira iniciativa partiu da Câmara Municipal, que apresentou vários projetos convocando interessados a construir um ou dois teatros. Os projetos enviados dava isenção de impostos ao vencedor da concorrência por um período de dois, depois de vinte e, finalmente, de cinqüenta anos. Mas a elite cafeeira preferiu aplicar em outra cultura, a do café. Mas, em 25 de abril de 1903, a Lei 643 autorizou a construção do Teatro Municipal, em terreno doado pelo Estado de São Paulo, cujo terreno no início da rua Barão de Itapetininga era de propriedade do coronel Antonio Proost Rodovalho, e fora desapropriado por 694 contos de réis. Na época, a região era chamada de "centro novo", ligado ao "velho centro" pelo viaduto do chá, obra de 1892. A cidade, então com 250.000 habitantes, se expandia em várias direções. A Leste, a baixada do Brás, com Estação do Norte e a Hospedaria de Imigrantes. A Estação da Luz, ao norte, era outro centro de atividades, e sendo os terrenos aí ocupados pelas classes mais pobres. Porém, Em 25 de junho de 1903 foram assentadas as primeiras pedras para construção do edifício. A elite paulistana acostumada com palcos dos mais importantes teatros europeus como Covent Garden- Londres, Alla Scala- Milão e L' Operá - de Paris, sentiam falta de um teatro que recebesse companhias teatrais que chegavam à cidade. Os bem nascidos torciam o nariz para o Teatro Minerva [1873] e o Teatro Politeama [1892] que, embora tivesse boa acústica, não passava de um " enorme barracão ".

 TEATRO MUNICIPAL - SÃO PAULO
REINVIDICAÇÃO DA ELITE A área doada para construção do teatro satisfazia os anseios da elite que, não parava de cobrar um espaço nobre para à cidade. Com área útil construída de 25. 000 metros quadrados e mais de 250 salas, materiais decorativos luxuosos, sistema de refrigeração, grandes vitrais com referência à origem Grega do teatro, armadura de ferro vindas de Dusseldorf - Alemanha, os mosaicos vieram de Veneza e Nova Iorque e os mármores de Siena, Verona e Carrara- Itália. O estilo arquitetônico exterior renascimento barroco, [seicento], que logo fora apelidado de "minestrone neocolonial" pelos modernistas que o sacudiram anos depois com a " Semana de Arte Moderna ", o Teatro Municipal, a casa máxima da cidade de São Paulo, teve todo projeto inspirado no "Ópera de Paris", atendendo a necessidade da eleite paulistana. Em 30 de agosto de 1911, as obras foram dadas como concluídas, e em 12 de setembro de 1911, uma terça-feira, deu-se a inauguração oficial com a representação da ópera "Hamlet" pela companhia Tita Rufo, da qual fazia parte o célebre baritono. Dias antes sua inauguração, ainda se discutia qual o nome daria-se ao teatro. Alguns pretendiam teatro São Paulo, e outros Municipal. RAMOS DE AZEVEDO A Comissão Construtora, sob direção de Francisco de Paula Ramos de Azevedo, 1851-1928-, Domiciano e Cláudio Rossi, cenógrafo. Ramos de Azevedo com formação profissional na Europa, dispensava apresentação. Em seu currículo já constavam as seguintes obras: Escola Politécnica, Escola Normal, na praça da República-, e o Liceu de Artes e Ofícios, de onde sairia o mobiliário do futuro teatro. Vaidoso e pouco propenso a dividir glórias, o arquiteto teve de enfrentar o protesto dos Rossi, co-autores do projeto do Municipal. Um deles descobriu que na placa inaugural não constava o nome dos auxiliares. Acabou provocando celeuma nos jornais da época, o que obrigou a municipalidade gravar outro bronze, corrigindo o erro. A PRIMEIRA REFORMA Em 1930, o Teatro Municipal já estava condenado a uma reforma. Afim de se estudar a remodelação do Teatro, o então Prefeito Dr. Armando de Arruda Pereira, em 5 de junho, de 1952, criou uma comissão composta de engenheiros e arquitetos abalisados para reformá-lo. Desde o início notavam-se dificuldades em setores como: visibilidade, acústica e parte funcional. Os engenheiros encarregados dos referidos retoques foram Tito Pistoresi e Américo Bove. A situação lastimável a que se encontrava o teatro, levou o então Prefeito sugerir lei onde seria obrigatório manter o teatro sempre em condições favoráveis. " O Teatro é o templo da arte" [sic]. A primeira parte da reforma foi correspondente ao palco cênico e suas dependências localizadas no fundo do teatro. Depois veio a parte reservada ao público, pórticos, bilheterias, escadarias, corredores, salão de festas, fumoir, compartimentos de toilettes, masculinos e femininos-, salões para guarda-roupas dos artistas, salão do coral, casas das máquinas e reservatórios de água e instalações elétricas, toda feita com esquema da firma Gallantti - de Milão, Itália-, ambulatório médico, assim como todo o corpo central do teatro, que vai da escadaria da fachada principal até à linha divisória entre a platéia e a boca de cena e outros. Mesmo assim, as obras foram entregues ao público com acabamento parcial, ficando a entrega final para depois da temporada lírica. De lá para cá, o teatro se tornou o palco dos grandes espetáculos, onde apresentaram-se de Maria Callas à Caruso, de Jesse Norman aos pseudos-prêmios da APCA- [Associação Paulistas de Críticos de Arte]. O palco do teatro serviu também para importantes reinvidicações, e até hoje, punks, bichos-grilos e outras espécies se reúnem em suas escadarias para protestarem. Ou seja, a parte de fora do teatro é para o povão. A de dentro, é para poucos. Como pode-se ver na foto, o espetáculo era para o público-povão com abertura das bilheterias às 10h00, mas mesmo com toda chuva, só foram abertas às 12h10. O teatro passou por mais uma reforma em 1985. A fachada e o teto do salão nobre ameçavam desabar sobre os freqüentadores. Mais uma vez em estado lastimável, teve suas portas fechadas para reforma, que lhe daria ares de modernidade. Como acontecera na reforma anterior, o teatro foi sendo liberado aos poucos. Somente em julho de 1988, as obras foram concluídas, e o teatro pôde ser entregue definitivamente aos munícipes. [Francisco Martins]






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