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REVISTA FORMAS & MEIOS
Desde: 03/02/2005      Publicadas: 754      Atualização: 31/10/2005

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 PERSONALIDADES

  18/05/2005
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DRAUZIO VARELLA O MÉDICO MAIS FAMOSO DO BRASIL

Acostumado aos holofotes, à fama e suas glórias, o que lhe diferencia dos demais médicos-, o cancerologista Drauzio Varella, nasceu em São Paulo, em 1943, e é formado pela USP. Foi um dos fundadores do Curso Objetivo, onde lecionou química durante muitos anos. No início dos anos 1970, trabalhou com o professor Vicente Amato Neto, na área de moléstias infecciosas do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Durante 20 anos, dirigiu o serviço de imunologia do Hospital do Câncer (SP) e, de 1990 a 1992, o serviço de câncer no Hospital do Ipiranga. Deu aulas em várias faculdades do Brasil e em instituições do exterior, como o Memorial Hospital de Nova Iorque, Cleveland Clinic (EUA), o Instituto Karolinska de Estocolmo, a Universidade de Hiroshima e o National Cancer Institute - de Tóquio.
AIDS
Varella foi um dos pioneiros no tratamento da AIDS, especialmente do sarcoma de Kaposi, no Brasil, tendo participado de conferências internacionais e visitado serviços especializados no tratamento e prevenção dessa doença. Em 1986, sob a orientação do jornalista Fernando Vieira de Melo, iniciou campanhas que visavam ao esclarecimento da população sobre a prevenção à AIDS, pela rádio Jovem Pan AM. Na Rede Globo, participou das séries sobre o corpo humano, primeiros socorros e combate ao tabagismo exibidas no Fantástico. Desde 1996, em programas produzidos pela CBI e veiculados pelo Canal Universitário e pela TV Senado, entrevista especialistas que discutem assuntos de saúde em diferentes áreas. Em 1989, iniciou um trabalho de pesquisa sobre a prevalência do vírus HIV na população carcerária da Casa de Detenção do Carandiru e até a desativação do presídio, em setembro de 2002, trabalhou como médico voluntário dentro da cadeia.

DRAUZIO VARELLA O MÉDICO MAIS FAMOSO DO BRASIL POR UM FIO

O mais recente livro do médico-escritor " Por um Fio" não se restringe a episódios reais em que a esperança foi vencida. Narra, também, casos em que os doentes deram a volta por cima. Neste novo trabalho, Varella registra retratos da alma humana frente-a-frente com um dos maiores medos do homem. Acostumado a conviver com doentes em fase terminal, ele, que tem 37 anos de formação como médico diz " há regras para lidar com pessoas prestes a enfrentar o inevitável, a morte". Varella aconselha a olhar a realidade pelos olhos do outro. "A doença muda sua sintonia com o universo ", afirma o escritor. No livro, também relata casos pessoais como a morte de sua mãe quando ele tinha apenas 4 anos, e a morte de seu irmão Fernando, que fora vencido pela doença. " Por um Fio" lançado pela editora Companhia das Letras, reúne histórias de pessoas que enfretaram o problema de frente. Também o é uma espécie de anedotário da morte, onde há uma recolha de casos terminais de câncer e aids. O tema pode parecer um pouco soturno, mas está longe de sê-lo. "As mudanças de atitude diante do fim iminente vão mais no sentido da conciliação do que do desespero". Embora tente driblar habilmente o sentimentalismo, em todos os textos nota-se a figura do médico compassivo. O livro envereda por assuntos dolorosos como a eutanásia. Mesmo sendo um dos mais renomados da profissão " tenho muito mais dúvidas do que respostas sobre o assunto", afirma Varella. O livro, uma coletânea de casos sobre a morte e pacientes terminais, chegou às livrarias com tiragem de 100 000 exemplares, e há várias semanas vem freqüentando a lista dos mais vendidos na categoria não-ficcão.

O MÉDICO E A LITERATURA

Em colaboração com os médicos Antonio Fernando Varella e Narciso Escaleira, Drauzio publicou em três volumes "Aids Hoje". "Macacos" da Publifolha faz parte da série Folha Explica, " Nas ruas do Brás", literatura infantil Prêmio Novos Horizontes da Feira Internacional do livro de Bolonha, Itália, e revelação de autor de literatura infantil na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 2001, e mais "De braços para o alto" de 2002. " Eu não escrevi Carandiru porque gosto de presos, ou porque sou bonzinho. Fiz isso por mim mesmo e mais ninguém ", disse o médico em entrevista
para uma revista de grande circulação nacional.

CARANDIRU:

O livro "Estação Carandiru", é um outro capítulo na história de Varella. O livro que narra a história da vida e o massacre na Casa de Detenção- de São Paulo-, desde sua edição passou a encabeçar a lista dos mais vendidos. O sucesso editorial o transformou em best-seller, ganhou o prêmio Jabuti de 2000, o que chamou a atenção e interesse do diretor Hector Babenco que adptou para o cinema. O dia-a-dia e o massacre de 111 presos, após o filme virou quase uma mania nacional ler Drauzio Varella. "Estação Carandiru", foi escolhido por uma comissão do Ministério da Cultura- juntamente com mais outras oito produções nacionais que também disputaram a indicação, a representar o Brasil no Oscar 2004. O filme visto por mais 4,6 milhões de pessoas foi o maior orçamento de uma produção nacional ao custo de R$ 12 milhões. Ser indicado pela comissão brasileira ainda não significava estar participando do Oscar. Para tal seria necessário que, "Carandiru" fosse escolhido pelos membros da academia de Hollywood para ser um dos cinco finalistas. O filme impressionou, chocou os cinéfilos americanos, menos os membros da academia.
"Estação Carandiru"vendeu 450 000 exemplares desde o lançamento, em 1999 Dois fatos ocorreram ao médico na segunda semana de novembro: o primeiro foi seu retorno como apresentador do " De Olho no Peso " que orienta e aponta os erros na alimentação e seu flagelo, a obesidade. O outro é que ele contraiu febre amarela, e ficou internado por alguns dias. O episódio está sendo superado de acordo com as espectativas de seus colegas. Já a série de "Olho no Peso " que vai ao ar todos os domingos, no Fantástico, está suspensa até sua total recuperação.
[ Francisco Martins ]
  Web site: www.sinalverde.net


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