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REVISTA FORMAS & MEIOS
Desde: 03/02/2005      Publicadas: 754      Atualização: 31/10/2005

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 SPcentro

  24/05/2005
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A Filha do Teatro Municipal

A quase Octogenária professora de música Rosa Corvino, nasceu literalmente dentro do Teatro Municipal, em julho de 1926. Até o ano passado, ela era uma espécie de "guia" voluntária, pois duas vezes por semana, Rosa repassava seus conhecimentos e experiências nas visitas monitoradas quando o teatro abria para o público.
Seu avô Anielo Corvino, italiano e artesão, foi chamado em 1903 pelo próprio arquiteto Ramos de Azevedo para trabalhar na construção do teatro, "o cartão postal do Centro". Em 12 de Setembro de 1911, quando o teatro foi inaugurado com peça "Hamlet", Anielo passou a morar com a família no próprio teatro.
Em 1931 Anielo Corvino faleceu, e o filho Salvador Corvino que o acompanhava passou a ser o novo zelador, vindo depois a ser conservador, cargo este, que a Câmara Municipal lhe conferiu com o título de "Conservador do Teatro Municipal".
Em 1952, outra mudança de rumo: o teatro foi interditado para reforma, e Rosa Corvino, então com 26 anos, se muda com a família para o bairro de Vila Mariana. Para entender melhor voltamos a 9 de julho de 1926. A mãe de Rosa não consegue ir a tempo a um hospital, então vem a parteira e ela dá a luz no Teatro Municipal.

Rosa Corvino aos 6 anos de idade

Ainda criança, Rosa Corvino e seus irmãos assistiam a todos os shows e eventos que aconteciam, e aos 12 anos começou a estudar música no conservatório de São Paulo, fazendo desse ofício sua profissão por 30 anos como professora de música, até se aposentar. Conhecedoran como poucos do Municipal, Rosa diz, que viu muitos objetos sumirem depois que ele foi reformado e acredita ter nascido num templo cultural. Por 20 anos estudou sobre a mitologia grega o que certamente a credencia para afirmar sobre o estilo de construção do Municipal, "Renascentista Barroco do século XVII".
Em 2003, Rosa foi convidada para monitorar as visitas e relatar toda sua história, da sua construção até a representatividade das paredes e o teto de mármore. Para quem acha que esse trabalho de " de fazer o histórico ", como ela gosta de chamar, é remunerado, se engana, Rosa Corvino faz esse trabalho voluntariamente, ou melhor fazia, pois seu contrato de voluntária foi cancelado em novembro de 2004.

A Filha do Teatro MunicipalRosa no Municipal

Para ela, esse trabalho é uma terapia e um sonho. "Quando entro lá, fico vislumbrada, para mim o teatro é um templo como se tivesse a presença de Deus lá dentro", conta Rosa, emocionada. A mulher que nasceu e tanto ama o municipal chega a dizer, que ele representa sua própria vida, mas que foi impedida de fazer o que mais gosta. Isso lhe tem causado tanta angústia que chega a dizer, já estar ficando doente. Administradora do prefeito José Serra, acredita que assim como ele fez pela saúde, fará por São Paulo. Rosa ficou sabendo que depois que foi dispensada no ano passado, quatro professoras que participaram das visitas monitoradas juntamente com seus alunos, organizaram um abaixo assinado pedindo sua volta com quase 2 mil assinaturas e encaminharam ao novo prefeito. Nas visitas monitoradas, Rosa explicava ás crianças, adultos e idosos os acontecimentos históricos, a semana da arte moderna, óperas, concertos, os artistas que por lá passaram, as curiosidades que somente quem vivenciou sabe. Agora, é saber se o novo secretário de cultura ou o próprio prefeito por quem ela nutre simpatia, autorizará seu retorno ao local de nascimento que tanto a alegra e ao mesmo tempo prestar um grande serviço a nossa cultura paulista.

Fonte: Jornal São Paulo Centro
www.jornalspcentro.com.br
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