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Desde: 03/02/2005      Publicadas: 754      Atualização: 31/10/2005

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 SPcentro

  02/09/2005
  3 comentário(s)


Roubos, mendigos e sujeira: Eis a Praça da República

O projeto de reforma da Praça da República foi apresentado. A Prefeitura também pretende instalar câmeras para aumentar a segurança dos artistas e dos paulistanos que circulam pelos locais.


Conhecida internacionalmente pela feirinha de arte e artesanato existente desde 1940 - com os colecionadores - a praça localizada no coração da Cidade de São Paulo, abriga a feira de arte desde a década de 60. Porém, entrou em declínio a partir da década de 1980, e de lá para cá, tornou-se uma espécie de herança maldita para os administradores, que por sua vez abandonam-na. Tanto no entorno quanto em seus canteiros a praça é tomada por personagens burlescos. A promessa da nova administração é de colocar grades não só na Praça da República, mas também na Praça da Sé e na Coronel Fernando Prestes. As obras que vão mudar a paisagem das praças mais famosas da cidade estão previstas para começar em outubro deste ano. Em comum, os projetos de requalificação são o rebaixamentos das bordas dos canteiros, a renovação da iluminação - com melhora da iluminação funcional e instalação de iluminação cenográfica, valorizando as esculturas e a vegetação - e a recuperação do piso das praças. Durante o evento de apresentação dos projetos de reforma, o prefeito José Serra, também fez questão de afirmar mais uma novidade para o Centro: o plano de revitalização que espera sair do papel desde 2000 agora será implantado. O lançamento da licitação para as três obras aconteceu em 21 de julho, e custará aos cofres públicos 3,3 milhões de reais. A estimativa do secretário é de que em outubro, ou no máximo, em novembro as obras sejam iniciadas. Os prazos são técnicos, podendo haver alterações em função do andamento do processo licitatório.

Fechamento da Praça

Na República, a Prefeitura já começou a preparar a área para a intervenção, com grades entorno da praça, visando a segurança das pessoas que transitam pelo local. " São as primeiras intervenções físicas que vamos fazer na região Central e que, seguramente, vão melhorar muito o ambiente para os paulistanos que freqüentam as praças no dia-a-dia e para aqueles que as visitam também", ressaltou Andrea Matarazzo. A reforma trará o traçado original da praça, inclusive o piso em frente ao Colégio Caetano de Campos. Segundo a Assessoria de Imprensa da Regional Sé, as partes descaracterizadas como canteiro central, os lagos farão parte de restauro pois a praça é tombada pelo Patrimônio Histórico. Com a aproximação das obras os artistas que lá expõem estão temerosos quanto à permanência no local. No início cogitou-se a retirada dos mesmo, o que foi descartado pela Assessoria de Imprensa da prefeitura. Ou seja, os artesãos e artistas plásticos permanecerão na praça mesmo com as obras de restauro. Na década de 60 quando os artistas plásticos começaram a expor seus trabalhos, já havia uma indisposição para que não ficássem ali. Expulsos pela polícia várias vezes, mas sempre contaram com o apoio do prefeito da época Faria Lima. O atual gradil no entorno da praça deverá ter função apenas de demarcar os limites, pois já existe uma barreira invisível que fora causada pela falta de segurança. Para se reverter esse quadro formado pelo medo seria necessário a manutenção do que está sendo proposto.



Reportagem publicada no Jornal Novas Técnicas edição de setembro - nº 15

Roubos, mendigos e sujeira: Eis a Praça da República
Moradores de rua e personagens


Um dos maiores problemas, depois da violência, são os moradores de rua que insistem em fazer suas necessidade fisiológicas nos canteiros centrais. Por intermédio da Assessoria de Imprensa, a prefeitura reconheceu o grande número de pessoas que tentam montar moradia junto às árvores. Todos os dias a prefeitura envia um caminhão à praça com o intuito de recolher os moradores de rua. Mediante recusa dos mesmos, os funcionários estão instruídos a recolher materiais como caixa de papelão, e madeira, tudo que caracterizem tentativas de estabelecer moradia são retirados, deixando-os apenas com objetos pessoais. Atravessar a praça é um exercício complicado pois precisa-se ter estomago de hiena para suportar tamanho fedor. Um outro problema grave é a falta de sanitários públicos. Na gestão passada alguns boxes funcionavam precariamente, mas houve a necessidade de serem fechados, pois aos poucos estavam sendo destruídos por transeuntes e freqüêntadores. Procurados pela reportagem, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Segurança Pública informou que não existe uma estatística sobre os delitos e crimes cometidos na área física só da Praça, e que os dados são distribuídos por região.


Os indesejáveis


Por algum tempo, na época Mário Covas, especialmente os artistas plásticos e os artesãos foram a favor da colocação de grades de ferro no entorno da República. Defendiam a idéia de que a praça precisava de mais proteção, e que esta poderia ser conseguida através dos futuros portões que seriam fechados durante à noite e abertos durante o dia. Assim, impediriam o fluxo de pedestre, moradores de ruas e personagens indesejáveis à praça, visto que os mesmos não fazem parte do grupo dos freqüentadores ou clientes. O exemplo mais recente é o Parque da Luz, que embora tenha sido apontado com sucesso, não alterou seus freqüentadores, e continua sendo zona do meretrício. A República tem o mesmo problema. Só que os personagens são masculinos, os rapazes de programas que proliferam por toda praça, e que poderiam colaborar com os índices de violência do local também estão na mira da reforma. Mas, a prefeitura afirma que não tem o poder de proíbir às pessoas de permanecerem ou não na praça.


Os freqüentadores da Praça ?


Não há um perfil definido. Desde pedestres que cruzam a praça aos domingos sem a menor intenção de ficar, que encontram algo no meio do caminho e param, olham e se gostam compram. Ou então é àquele morador dos bairros próximos ao centro, o turista estrangeiro que hospeda-se na região central da cidade e que já esta acostumado a esse tipo de evento em seu país. Tem também o " militante " que sempre encontra algum item que condiz com seu estilo e ideologia. Outros freqüentadores são os amigos dos expositores que vêem ao lugar fazer lazer. Deve - se ressaltar que há diferença fundamental entre o público que está na praça nos finais de semana e aquele que passa pela praça nos dias comuns. O primeiro, geralmente, tem como intenção apenas fazer lazer em um espaço público gratuito. Sabe que dá para se divertir aos sábados e domingos. O segundo, tem a praça como " lugar de passagem ", ou seja , a feira que acontece de quarta a sexta-feira não tem um público fixo, e sim um transeunte que está na cidade.



[ Francisco Martins ]







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