| Login | Crie o seu Jornal Online FREE!

REVISTA FORMAS & MEIOS
Desde: 03/02/2005      Publicadas: 754      Atualização: 31/10/2005

Capa |  ARTES PLÁSTICAS  |  ARTESANIA  |  ATUALIDADES  |  CARANGO  |  CHARGE  |  CINEMA ANTIGO  |  CLÁSSICA  |  CONTANDO HISTÓRIAS  |  CRÉDITOS  |  CULTURA  |  DEAD ROCK  |  DISCOS / SHOWS  |  EDITORIAL  |  EXPOSIÇÕES  |  F&M FEMININA  |  F&M WORLD  |  FILMES EM CARTAZ  |  FOTOTECA  |  GALERIA VISCONDE  |  GIGANTES DO JAZZ  |  IMPRENSA  |  LITERATURA  |  MAURÍCIO CARDIM  |  MPB  |  MUSEUS  |  PARCERIAS  |  PERSONALIDADES  |  PINTORES  |  PORTFÓLIO  |  PROJETOS  |  QUEM SOMOS  |  RÁDIO  |  REDAÇÃO  |  SAÚDE  |  SPcentro  |  TEATRO  |  TELEVISÃO  |  TENDÊNCIAS  |  TVZONA


 SPcentro

  06/07/2005
  0 comentário(s)


Tomi Nakagawa: Pioneira

Neste mês comemoram-se 97 anos de imigração japonesa no Brasil. Tomi é a única sobrevivente que veio no Kasato-Maru.

A japonesa Tomi Nakagawa, é a única pessoa ainda viva da primeira leva de japoneses que chegou ao Brasil a bordo do navio Kasato Maru, em 1908. Sua história é tão importante que o Imperador Akihito, quando visitou o Brasil em 1997, fez questão de encontrá-la. No depoimento abaixo, dona Tomi revela trechos dos árduos primeiros anos da imigração.

Tomi Nakagawa, a última pioneira

"Vivi a maior parte da vida sempre em sítios e fazendas. Trabalhava todos os dias, menos aos domingos. Na venda, quando queriam algo, eles apontavam com o dedo. Um dia, um japonês ficou irritado com o "vendeiro", que não entendia nada do que ele falava. Xingou o homem de bakayaroo (bobo). O "vendeiro" entendeu que o japonês queria bacalhau! Então, o japonês levou o bacalhau para casa e contou para os amigos que, quando quisessem comprar aquele peixe salgado, era para xingar o "vendeiro",
"Como todos os japoneses, meus pais foram com esperanças de trabalhar bastante para ficar ricos logo e voltar para o Japão. O Kasato Maru saiu do porto de Kobe e levou 52 dias para chegar ao Brasil. Levava as bandeiras do Japão e do Brasil hasteadas e cada passageiro tinha uma bandeira do Japão."
"Meus pais trabalhavam de escuro a escuro. Apesar disso, colhiam pouco porque não tinham prática de colher café. As mãos ficavam doloridas, inchadas e esfoladas, pois na época não havia luvas, mas eles precisavam continuar o trabalho até o sol se esconder, até que não desse para enxergar mais nada. Todo mundo trabalhava muito, mas ainda assim o dinheiro mal dava para a comida. Quando me lembro dessa época, choro muito. Foi muito duro".

Tomi Nakagawa: Pioneira






Capa |  ARTES PLÁSTICAS  |  ARTESANIA  |  ATUALIDADES  |  CARANGO  |  CHARGE  |  CINEMA ANTIGO  |  CLÁSSICA  |  CONTANDO HISTÓRIAS  |  CRÉDITOS  |  CULTURA  |  DEAD ROCK  |  DISCOS / SHOWS  |  EDITORIAL  |  EXPOSIÇÕES  |  F&M FEMININA  |  F&M WORLD  |  FILMES EM CARTAZ  |  FOTOTECA  |  GALERIA VISCONDE  |  GIGANTES DO JAZZ  |  IMPRENSA  |  LITERATURA  |  MAURÍCIO CARDIM  |  MPB  |  MUSEUS  |  PARCERIAS  |  PERSONALIDADES  |  PINTORES  |  PORTFÓLIO  |  PROJETOS  |  QUEM SOMOS  |  RÁDIO  |  REDAÇÃO  |  SAÚDE  |  SPcentro  |  TEATRO  |  TELEVISÃO  |  TENDÊNCIAS  |  TVZONA
Busca em

  
754 Notícias